Um terço dos deputados tinha assento em empresas do Estado
Algo anda errado nesta democracia, transparência é o que se pede! Não basta legislar, há que ter ética na política, assim ficamos mal na fotografia.
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12 maneiras de resistir à crise
http://economico.sapo.pt/noticias/12-man
Algo que podia ser diferenciador e formar um cluster, acaba de levar um fim!
http://noticias.sapo.pt/infolocal/artigo/1
A Todos um Santo Natal!
O governo fez o anúncio da reforma da administração local, cujas linhas gerais (mais que gerais) estão no site abaixo.
Tenho tentado perceber o "onde estamos" e para "onde vamos", comparando com outros modelos em particular o modelo espanhol. O modelo governativo da Câmara está intimamamente ligado ao modelo de acompanhamento da gestão. No atual enquadramento sou totalmente a favor dos executivos transversais, face à inoperância das A.M., muito pelo modelo funcional e temporal. Defendo a eleição direta do primeiro da lista vencedora; mas em nada me choca o modelo das Assembleia de Freguesia ser aplicado à Assembleia Municipal.
Relacionado com esta reforma, está na minha opinião associado o modelo de controlo das contas dos orgão autárquicos; deixo abaixo acesso a um estudo interessante
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/tek/n
Por fim as fusões de freguesias e municípios, há que analisar e prevalecer o bom senso; mas que há fazer alguma coisa não duvido!
Agora que as férias terminaram e que voltamos à rotina diária, deixo-Vos um link duma notícia publicada no "jornal de negócios"(que tiveram a amabilidade de me enviar), e que achei muito interessante, pois indica o nº de funcionários total por município e o rácio por cada mil habitantes.
Vejam se descobrem alguns denominadores comuns! Confesso que alguns me surpreenderam pela positiva (caso da Madeira) outros confirmaram as minhas suspeitas (Alentejo); cá continuamos neste nosso Portugal!
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?t
Foram publicadas as estatísticas agrícolas relativas a 2010, uma ferramenta indispensável para quem está direta ou indiretamente ligado ao setor, como somos todos nós que residimos em Estremoz, zona agrícola e de agro-industrias (vinhos e enchidos).
Aqui fica o link de ligação.
Algo anda errado nesta democracia, transparência é o que se pede! Não basta legislar, há que ter ética na política, assim ficamos mal na fotografia.
A rádio sempre me fascinou! Ter uma ligação que me leva a dezenas de estações de rádio por esta europa fora, américa do norte e oceânia, foi uma descoberta que adorei, aqui fica o link http://pt.delicast.com/radio/Portugal/
Quer se queira, quer não; Estremoz é reconhecida pelo seu mármore!
O “branco de Estremoz” é uma referência mundial!
Por razões diversas que para aqui não são chamadas, Estremoz perdeu importância neste setor (industria extrativa), deslocando-se em parte o centro desta atividade para o eixo Borba-Vila Viçosa.
Recuperar parte desta importância, é o objectivo. Como?
No desenvolvimento das sociedades e das localidades, a cultura assume hoje um papel reconhecido. Culturalmente Estremoz, pode e deve aproveitar a sua história e localização para tirar partido disso.
Porque não reconciliar estas duas facetas e tornar “Estremoz, capital cultural do mármore”?
Temos os ingredientes:
O que nos falta?
Que melhor forma poderíamos ter para homenagear o mestre Jorge Vieira e o seu “monumento ao mármore”.
Num momento de baixa auto estima, bons exemplos são sempre bem vindos!
A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) http://www.ffms.pt, lançada por Alexandre Soares dos Santos; homem forte do “Pingo Doce” (grupo Jerónimo Martins) é um exemplo disso mesmo.
Na apresentação da mesma, aponta alguns ideais que partilho, cito:
“Pretendemos uma sociedade aberta à cultura, consciente dos seus problemas e das soluções mais adequadas à sua resolução. Uma sociedade activa que, sem medo e em plena liberdade, expõe os seus pensamentos, a sua crítica e os seus anseios.
Uma sociedade que deverá ser consciente dos seus direitos, mas também dos seus deveres e que assume as suas responsabilidades. Que obriga os seus deputados e o seu governo a ouvi-la e a decidir de acordo com o que ela quer.”
A fundação considera que a informação isenta e rigorosa, divulgada da maneira mais aberta possível, é um instrumento de liberdade, na medida em que contribui para a formação de opiniões livres. A liberdade dos nossos concidadãos: é esse o ideal que une os que dirigem esta fundação. É essa a nossa crença”.
Mas se por si só a ideia da Fundação não fosse interessante, o seu presidente António Barreto, emprestou-lhe o seu saber e carisma, o que tem resultado num ótimo trabalho.
No âmbito da sua função; “A Fundação tem como missão estudar, divulgar e debater a realidade portuguesa. Com liberdade e independência”; destaco a “Pordata, a Base de Dados sobre Portugal Contemporâneo”, e um conjunto de ensaios (1) de belíssima qualidade, dos quais destaco hoje em particular, “Portugal: os números” de Maria João Rosa e Paulo Chitas.
Ao longo de 106 páginas, propõem uma “leitura de Portugal para as últimas 5 décadas, através de tendências que deixaram marcas nos factos (isto é, em dados estatísticos)”
Hoje temos dificuldades económico ou financeiras, mas Portugal nos últimos 50 anos mudou radicalmente social, politica e culturalmente, deixo aqui alguns indicadores:
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Anos 60 |
Anos 00/10 |
Nota |
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População |
8,9 M |
10,5 M |
Em 2007 menos nascidos que óbitos, crescemos com os imigrantes |
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Nº médio de filhos por mulher |
3,2 |
1,4 |
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Idade do primeiro filho |
25 anos |
28,4 |
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Taxa de mortalidade infantil |
80/1000 |
3,3/1000 |
O dado mais impressionante |
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Esperança de vida |
M66,4/ H60,7 |
M81,7/H75,5 |
Associado aos baixos nascimentos temos uma pirâmide invertida |
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População sem qq grau de instrução |
66% |
10% |
Ainda há caminho a percorrer |
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Empresas ≤ 10 funcionários |
91,7% |
95,5% |
Tecido empresarial de microempresas |
Mas se muitos destes número são positivos, ressalvo 3 aspectos que ficam aquém do desejado e que merecem a nossa atenção e reflexão, nomeadamente:
Por fim uma nota que acima de tudo não se traduz por si só em números, “o papel da mulher na sociedade portuguesa”; uma integração plena mas com algumas graves diferenças ainda por combater.
Mudámos mais em 50 anos do que outras sociedades em muito mais tempo, mas permanecem algumas traços de desigualdade, que nos fazem crer que não mudámos suficientemente rápido.
(1) À venda no “Pingo Doce” por três euros e pouco